O mercado de consultoria de investimentos no Brasil vive o seu maior ciclo de expansão. Em 2025, segundo os dados abertos da CVM, 663 novos consultores pessoa física entraram no setor, alta de 27% sobre o ano anterior, e as consultorias registradas como pessoa jurídica somam hoje 548 casas ativas. O total de consultorias mais que dobrou desde 2020. É um número que impressiona. Mas ele esconde a pergunta mais importante. Crescer no número de consultorias não é a mesma coisa que crescer na qualidade do serviço, nem garante que cada uma dessas casas vá sobreviver. Boa parte das consultorias que abriram nos últimos anos enfrenta o mesmo teto: sem escala, a margem aperta e a operação trava. Abrir ficou fácil. Escalar, não. Para entender o que vem a seguir, vale olhar para quem já passou por isso.
O roteiro que se repete
A transição do modelo comissionado para o fee-based não é uma invenção brasileira. É um caminho que os mercados mais desenvolvidos já percorreram, com décadas de antecedência.
Nos Estados Unidos, a Cerulli projeta que 77,6% da indústria de wealth management opere em modelo fee-based até 2026, ante 72,4% em 2024. Mas o dado mais revelador não é o crescimento, e sim o que veio depois dele: uma onda de fusões e aquisições recorde. As firmas menores, sem estrutura para sustentar a operação, viram a margem encolher e foram absorvidas. As que tinham escala cresceram.
No Reino Unido, a história foi ainda mais direta. Em 2013, a regulação britânica (o RDR) baniu as comissões no aconselhamento financeiro de uma vez. Antes da mudança, boa parte dos investidores nem sabia que pagava por aquilo. Depois da virada, o mercado ficou menor em número e melhor em qualidade. Quem não tinha estrutura para justificar uma cobrança transparente simplesmente saiu.
O roteiro é sempre o mesmo. A regulação torna visível o que era opaco. O investidor passa a questionar. O fee-based cresce. Novos entrantes proliferam. E então vem a consolidação.
O Brasil está repetindo o script, mais rápido
As Resoluções CVM 178 e 179, de 2023, acabaram com a exclusividade obrigatória do assessor e impuseram transparência sobre remuneração. O investidor que antes não enxergava quanto pagava passou a ver, e a questionar, a conta.
Some a isso um ambiente de juros altos e maior complexidade, da reforma tributária à sucessão patrimonial, e o resultado é um cliente que mudou de pergunta. Ele não quer mais saber apenas onde investir. Quer saber o que fazer com a vida financeira como um todo. Quer um conselheiro, não um vendedor de produto.
É por isso que tantos profissionais de carteira construída estão migrando. O movimento faz sentido. Mas ele só termina bem para quem resolver as duas questões que decidem o segundo ato.
As duas perguntas que decidem quem sobrevive
A primeira é de economia. Quanto da receita que você gera fica, de fato, com você? Montar a estrutura mínima de uma consultoria, tecnologia, research, compliance, backoffice e jurídico, custa caro e leva anos. Operando sozinho, o consultor frequentemente passa os primeiros anos no vermelho dainfraestrutura enquanto seus clientes são prospectados por quem já tem tudo pronto. Associar-se a uma estrutura resolve isso, desde que o repasse seja justo o bastante para que a conta feche a seu favor. A segunda é de propriedade. Ao se juntar a uma estrutura maior, você continua dono do quê? Há modelos em que o consultor cresce, mas dissolvido na marca da casa grande. O cliente passa a ser do ecossistema, não do profissional. Cresce a operação, encolhe a identidade. Essas duas perguntas, economia e propriedade, são o filtro real da consolidação que vem por aí.
A resposta da Horizon
O B2B da Horizon foi desenhado em torno dessas duas respostas.
Na economia, o repasse é de até 80% da receita, com a estrutura completa já incluída: plataforma de gestão, research, compliance da RCVM 19 e acesso institucional. Você não monta nada do zero e não passa anos no vermelho da infraestrutura.
Na propriedade, o modelo é white-label. Você opera com o seu nome, a sua marca e os seus clientes. A estrutura roda por trás, invisível para o cliente final. Você cresce sendo você, não virando outra coisa.
É o que resume a nossa tese para quem está nesse momento de decisão: crescer sem deixar de ser dono.
O que realmente está em jogo
O mercado de consultoria vai continuar crescendo. Disso não há dúvida. A pergunta que importa não é se você vai precisar de estrutura para atender bem os clientes que chegam. É de quem será essa estrutura, e em que termos.
Porque quando a consolidação chegar, e ela sempre chega, vai separar o mercado em dois: quem construiu um negócio sólido e próprio, e quem virou linha no balanço de outra pessoa.
O segundo ato começa agora. E ele vai exigir muito mais do que um CNPJ de consultoria.
Se você está repensando o seu modelo de atuação, vale uma conversa. Fale com o nosso time.
